Vídeo postado no youtube por Hemerson Macalão Ramos
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
O NÓ DA DESIGUALDADE SOCIAL!
O
nó da desigualdade social
Artur Bueno de Camargo (*)
Todos os candidatos que concorrem a
cargos políticos, quer seja aqui no
Brasil, ou em qualquer outro país com regime capitalista, fazem muitas promessas e uma que muito se destaca é a do combate à desigualdade social.
Brasil, ou em qualquer outro país com regime capitalista, fazem muitas promessas e uma que muito se destaca é a do combate à desigualdade social.
Nós, eleitores, reconhecemos as enormes
dificuldades pelas quais devem passar aqueles que querem implantar políticas
sustentáveis, para alcançar a igualdade social. Não é por falta de a população
tentar mudar! Já elegemos candidatos e candidatas com os mais diversos perfis,
tanto para a presidência da república, quanto para os governos dos estados e
para as prefeituras dos municípios, assim como para os cargos legislativos, em
nosso país.
Então, qual a razão, ou as razões,
para que cada vez mais, em nosso país, a riqueza se concentre nas mãos de uma
minoria, enquanto a maioria da população fica com a menor fatia?
A ONU (Organização das Nações
Unidas) publicou em seu relatório que o Brasil é o 4º (quarto) país mais
desigual de uma região, a América Latina, que é a mais desigual do mundo. O
Brasil só não é mais desigual do que a Guatemala, Honduras e Colômbia, segundo
o relatório acima referido. Na América Latina, a taxa de pobres, nos últimos 20
(vinte) anos, até 2009 caiu de 48% para 33%, de acordo com o relatório da ONU.
Mesmo assim, o Brasil continua com uma taxa de 22% de pobres, enquanto a
Argentina, o Chile e o Uruguai têm uma taxa de 12%.
Todas as políticas públicas de
combate à fome, fornecimento gratuito de medicamentos, renda mínima, bolsa
família (complementada ou não) ajudam, mas não são políticas sustentáveis, e
muito menos de combate à desigualdade social.
Entendemos que o combate à
desigualdade começa pela política de proporcionar igualdade de oportunidades,
na educação, por exemplo, da creche à universidade ou na saúde, desde o
pré-natal da gestante e até a idade de acompanhamento ao geriatra. É preciso
criar políticas que fortaleçam as representações dos trabalhadores e que o
governo passe a exigir a contrapartida das empresas que são beneficiadas com
isenções de impostos e com dinheiro público.
Acreditamos que estas iniciativas
devem começar pelos representantes dos municípios, a fim de fomentarem
políticas que irão viabilizar a implantação, das mesmas iniciativas, nos estados
e na União. A força que criará este movimento está nos municípios, que é onde
estão os eleitores!
Este é um importante momento para
cobrarmos, dos candidatos, propostas de projetos que efetivamente possam ajudar
a desatar o nó da desigualdade social em nossos municípios, em nossos estados e
em nosso país. É possível!
(*) Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação (CNTA) e vice-presidente da Federação dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
TRABALHADORES DE FRIGORÍFICOS DO RS COMEMORAM AUMENTO ACIMA DA INFLAÇÃO!
Cerca de 3 mil
funcionários da multinacional Marfrig Group foram beneficiados pela campanha
salarial 2012 no Rio Grande do Sul. Além do reajuste de 14,75% no piso, acordo
viabiliza transporte gratuito aos trabalhadores do setor
A
intransigência dos frigoríficos por pouco não resultou em uma paralisação geral
no Rio Grande do Sul (RS). Cerca de 3 mil funcionários da multinacional Marfrig
Group rejeitaram proposta inicial de 8,8% de reajuste salarial e conquistaram,
nessa quarta (05/09), 14,75% em acordo que garante ainda aumento no vale
alimentação e transporte gratuito aos trabalhadores. As negociações da campanha
salarial 2012 tiveram início em junho deste ano.
Sob
ameaça de greve desde a última semana, trabalhadores das regiões de Bagé,
Pelotas, Alegrete e São Gabriel reivindicaram aumento salarial com reposição da
inflação e melhorias das condições de saúde, diante de cláusulas sociais. “Realizamos diversas assembleias onde os
trabalhadores rejeitaram uma proposta da empresa com salário baixo e estávamos
nos preparando para instalar uma greve. A participação dos trabalhadores foi
maciça e isso repercutiu na direção da empresa. Nessa segunda íamos parar as
unidades de Alegrete e São Gabriel, com a participação de 1.700 trabalhadores,
no entanto, a empresa cedeu e apresentou outra proposta que não atendeu 100% o
interesse dos trabalhadores, mas atendeu o interesse da maioria“, afirma Darci
Pires da Rocha, coordenador político da Confederação Nacional dos Trabalhadores
nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), que coordenou as negociações com
sindicatos locais e representantes patronais.
Segundo
Darci, a principal preocupação dos trabalhadores foi atingir um índice com ganho
real que superasse a inflação. Para ele, a mobilização dos trabalhadores foi
determinante para a conquista que, segundo Darci, foi um dos maiores ganhos
percentuais já vistos no Brasil. “Nós queríamos um mínimo de 10% para todos os
trabalhadores de forma linear, que é um índice significativo já que temos uma
inflação de 4,85%. Talvez essa tenha sido uma das negociações que atingiu maior
ganho percentual do Brasil. Tivemos reajuste de 10% para os trabalhadores que
ganham até R$ 2.000 e 14,75% no reajuste do piso (R$ 787,00)”, comemora Darci,
que também destaca a garantia de transporte gratuito e o aumento do vale
alimentação para R$ 115,00.
Frigoríficos sem
regulamentação profissional
O presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, elogiou a participação dos dirigentes sindicais e a unificação dos trabalhadores da região. No entanto, lembrou que o setor frigorífico ainda tem muito o que avançar, sobretudo, no que diz respeito às condições de saúde e segurança no trabalho. Nesta terça (11/09), representantes patronais e dos trabalhadores voltam a discutir com o governo a criação da Norma Regulamentadora dos Frigoríficos, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Foi
comprovado que é possível avançar somente através das mobilizações. Para nós,
da CNTA, é muito importante termos essa unidade e isso no futuro com certeza
trará também melhores resultados na luta dos trabalhadores em busca de
melhorias”, afirma.
Sobre
a falta de avanço da construção da NR dos Frigoríficos, há mais de um ano em
discussão no MTE, Artur não descarta a retomada da mobilização nacional para
defender interesses gerais dos trabalhadores da categoria, como a redução da
jornada de trabalho, a extinção das horas extras e a concessão de pausas para
descanso de 10 minutos a cada 50 minutos de trabalho – rejeitados pelo patronal ao longo das
negociações.
“Espero
realmente que essa próxima reunião traga uma proposta de consenso e que possa
pelo menos amenizar um pouco os problemas de saúde e de acidentes de trabalho
dentro dos frigoríficos, que são alarmantes. Se isto não acontecer, espero que
o MTE cumpra seu papel e não fique refém dos empresários, que não querem
avançar na melhoria das condições de trabalho”, diz.
Segundo a ata de
negociação dos frigoríficos no RS, as principais cláusulas do acordo são:
Piso:
R$ 787,00 (reajuste de 14,75%);
Piso
Profissional: R$ 840,00 ( reajuste de 13,67%) ;
Reajuste:
até R$ 2.000,00 10% retroativo a junho;
Acima
de R$ 2.000,00 8,5% retroativo a junho;
Vale
alimentação: R$ 115,00;
Vale
transporte: Gratuito.
Assessoria de imprensa
da CNTA
(61)
3242 6171 / 8177 3832
Clarice
Gulyas / claricegulyas@gmail.com
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
FINAL FELIZ!
Marfrig apresenta nova proposta e fecha acordo com sindicatos filiados a CNTA no Rio Grande do Sul!
Tudo acaba bem, quando termina bem! Essa máxima resume a situação do acordo coletivo 2012 envolvendo a empresa Marfrig e os sindicatos de trabalhadores nas indústrias da alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel.
Depois de uma negociação difícil que se arrastou até o início de setembro, finalmente a Direção da Marfrig apresentou uma proposta considerada satisfatória pelos trabalhadores das cidades de Alegrete, Bagé e São Gabriel, que aprovaram em assembleia os números apresentados, suspendendo assim o estado de greve, decretado nas assembleias anteriores.
A sala de apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - CNTA, através de seu coordenador político, Darci Pires da Rocha, esteve presente e ao lado dos trabalhadores e suas entidades durante todo o processo.
Segundo Darci Rocha, o processo foi cansativo, mas satisfatório, uma vez que foi possível chegar a bom termo essa negociação, sem a necessidade de acirramento do processo, com números dentro da expectativa dos trabalhadores.
-Em primeiro lugar é preciso parabenizar as direções das quatro entidades pelo excelente trabalho de mobilização realizado desde o início desta campanha salarial e pela consciência política de buscarem uma solução conjunta, priorizando o bem maior da categoria como um todo; Parabenizar os negociadores patronais que tiveram a sensibilidade de entender que nossas reivindicações não estavam fora da realidade da empresa e nem da conjuntura do setor, e principalmente, parabenizar os trabalhadores e trabalhadoras das unidades frigoríficas da Marfrig das quatro cidades, pois demonstraram firmeza na defesa de seus interesses e união com suas entidades sindicais. Quero ainda agradecer a todas as entidades e todos os companheiros que estiveram ao nosso lado.
Nossa missão enquanto sala de apoio, designada pelo nosso presidente Artur Bueno de Camargo é ajudar e estar ao lado das entidades sindicais de trabalhadores do ramo da alimentação, apoiando incondicionalmente a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, especialmente das indústrias de alimentos. Por isso, apesar da verdadeira maratona que foram essas atividades em sequencia, em tantos lugares, tanto eu como todos os dirigentes sindicais envolvidos no processo estamos nos sentindo gratificados com o êxito dessa negociação, pois isso só reafirma o acerto da nossa confederação, na sua política de estar mais próxima as bases através de suas salas espalhadas pelo Brasil. Afirmou Darci!
Segundo a ata de negociação, as principais cláusulas do acordo são as seguintes:
Piso: R$ 787,00(reajuste de 14,75%) ; Piso Profissional: R$ 840,00( reajuste de 13,67%) ; Reajuste: até R$ 2.000,00 10% retroativo a junho; Acima de R$ 2.000,00 8,5% retroativo a junho; Vale alimentação: R$ 115,00; Vale transporte: Gratuito.
As assembleias dos trabalhadores das unidades da Marfrig na base de Pelotas serão realizadas amanhã, pela manhã.
Por: Luiz Araújo
AS ELEIÇÕES E AS CAMPANHAS ELEITORAIS!
Artur Bueno de Camargo (*)
Estamos nos aproximando das eleições
municipais e percebemos que os candidatos e as candidatas cada vez mais estão
intensificando suas campanhas, utilizando as mídias e outros meios conforme
suas possibilidades. É evidente a desigualdade existente!
Podemos observar que a “criatividade” dos partidos, para apresentação de
seus candidatos e de suas candidatas, muitas vezes foge, totalmente, do
objetivo a que se destina uma campanha política. Toda campanha deveria servir
para que eles demonstrassem, aos eleitores, o seu conhecimento sobre os
problemas existentes, e as propostas de projetos que pretendem desenvolver, no
cargo que disputam.
Colocamos duas importantes questões para reflexão dos leitores deste
jornal.
Em primeiro lugar, com relação ao financiamento das campanhas, sabemos
que atualmente é liberado para que os partidos políticos e seus candidatos busquem
financiamento com as empresas privadas e pessoas físicas, sendo certo que não
existe limite para arrecadação. Em razão disso, não há comprometimento do
partido ou dos candidatos e das candidatas, com o bem estar da sociedade, que
muitas vezes, quando eleitos, atuam a serviço de interesses particulares, ou
seja, dos financiadores de suas campanhas.
Ora, a sociedade já contribui com uma parcela significativa para os
partidos políticos e seus candidatos, pois cada partido recebe, por mês, um
determinado valor proveniente de verba pública (dinheiro do povo, da sociedade).
Os partidos sequer pagam a propaganda eleitoral obrigatória, que é transmitida
pelas emissoras de rádio ou de televisão! E no final das contas, a sociedade
ainda se vê diante de uma avalanche de programas que não servem para o fim a
que se destinam, pois tudo é feito de forma enganosa e sem o propósito de
informar com clareza e honestidade.
A segunda questão refere-se à forma como os candidatos e as candidatas
aos cargos legislativos se apresentam, uma vez que o tempo, para alguns, é tão
curto que mal conseguimos identificar a pessoa que está sendo apresentada. Os
eleitores precisam de mais informações, e de preferência, de forma transparente
e séria, para poder melhor avaliar e decidir em quem votar.
Diante disso, colocamos as seguintes perguntas para juntos refletirmos: será
que não seria mais correto haver somente financiamento público das campanhas,
com verbas iguais aos candidatos e às candidatas? E não seria mais proveitoso
que os candidatos e as candidatas tivessem, por exemplo, apenas duas
apresentações nas rádios e televisões, uma no início e outra no final da
campanha, mas com tempo suficiente para se identificarem melhor e apresentarem
suas propostas?
(*) Presidente da Confederação Nacional
dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA) e vice-presidente da
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São
Paulo.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
CAMPANHA NACIONAL CONTRA O ACORDO COLETIVO ESPECIAL!
Para movimento sindical,
aprovação de anteprojeto de lei encaminhado ao Congresso pelo Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC significa mais uma flexibilização trabalhista
Proposta
de anteprojeto de lei que defende a prevalência do negociado sobre o legislado
nas negociações coletivas é tema do Seminário
sobre Acordo Coletivo Especial nesta segunda (03/09), às 18h, na Universidade de São Paulo (USP). A iniciativa é
da central sindical Conlutas, que dará início a uma campanha nacional contra o
Acordo Coletivo Especial. A programação inclui palestras com o professor da
Faculdade de Direito da USP, Souto Maior; e com os dirigentes da Confederação
Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), Artur
Bueno de Camargo, e da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo
Pasin.
De
acordo com Wilson Ribeiro, diretor executivo da Conlutas de São Paulo, o objetivo
do evento é conscientizar trabalhadores e sindicalistas acerca das tentativas
de flexibilização das leis trabalhistas. Ele critica a falta de participação
das centrais sindicais na discussão do tema e afirma que a proposta proporciona
a precarização das condições de trabalho.
"A
gente percebe que o projeto é uma reedição da proposta do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, na época da reforma sindical e trabalhista. E traz como
conteúdo a proposta de flexibilizar os direitos e precarizar as condições de
trabalho como vem acontecendo como a Lei das Cooperativas. O ACE é um golpe
duro e mortal na CLT, e defende os interesses dos empresários. Ele propõe que
qualquer acordo feito entre sindicato e empresa não possa ser questionado nem
pelo tribunal, nem pelo governo. Ou seja, que nenhuma autoridade possa
interferir. Esse acordo seria soberano, inclusive, sobre a legislação. Com
isto, nós corremos o risco de ter vários sindicatos sem poder de mobilização
que ficarão reféns de acordos muito ruins para as categorias", comenta.
Capitalismo e trabalho
O
palestrante Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), avalia com
preocupação a proposta. "Este é um projeto isolado do Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC, que é uma das entidades filiadas da CUT, e que tem apoio
da cúpula da CUT e, inclusive, de empresários. Resta refletir se o que é bom
para o capitalismo também vai ser bom para os trabalhadores", pondera.
"Fazer
prevalecer o negociado sobre o legislado não faz sentido porque não existe
nenhuma lei, seja na Constituição, seja na CLT, que impeça o trabalhador de
tentar negociar melhores condições e benefícios além do que está previsto em lei. Ou seja, se a lei
garante 50% de adicional na hora extra, o sindicato não é impedido de negociar percentuais
superiores. No entanto, me preocupa que haja intenção dessas negociações passem
a ser feitas abaixo da lei", diz.
Artur
Bueno também afirma que além de beneficiar o empresariado, o ACE poderá contar
com apoio do governo e do próprio PT. “Quantos postos de trabalho foram
eliminados por causa da tecnologia e os empresários não foram sensíveis a isto?
Até mesmo em negociar a redução da jornada de trabalho, que desde 1988 não é
reduzida. Para mim, afirmar que a aprovação deste projeto será refletida
positivamente na economia do país é uma falácia. Para nós, isto é um
aconchavado de governo federal com a cúpula da CUT”, critica Bueno, que também
destaca a terceirização como forma dos interesses dos empresários prevalecerem
ao dos trabalhadores.
Assessora de imprensa da
CNTA
Clarice Gulyas (61) 8177 3832 / 3242 6171
Assinar:
Comentários (Atom)


